Senador Eduardo Braga e deputado Saullo Ramos repudiam ataque considerado ofensivo e anunciam medidas legais em defesa da liderança indígena

Bastou que Vanda Witoto, uma líder indígena pertencente à etnia Witoto, assinasse a ficha de filiação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), para que os abutres de imediato escancarassem suas garras intimidatórias com medo de perder território.
Uma peça de péssimo gosto, contaminada pelo preconceito étnico, produzida e assinada pelo chargista Gilmal, revela o desespero, a falta de preparo e competência de seus opositores para o enfrentamento democrático nas eleições que se avizinham.
A liderança política de Vanda, que em 2024 arrebanhou quase 10 mil votos nas eleições para a Câmara Municipal de Manaus, seria o motivo para tamanha vilania, vinda não de um pobre e trêmulo pincel de aluguel, sem talento, mas daqueles que, certamente, o compraram por algumas moedas? Talvez, sim.
Diferente do que imaginavam no auge da rapinagem, Vanda não se abalou com péssima produção. Com equilíbrio, inteligência e sabedoria, comuns aos fortes que não se abateram com a opressão do colonizador escravizador, simplesmente disse que vai procurar os canais competentes onde a infâmia e o infame serão julgados.
O senador Eduardo Braga, que avalizou a filiação da indígena do MDB, também, foi vítima do mesmo ódio estampado no bizarro quadro do pincel de aluguel, como opressor. O senador lamentou a agressão e pediu respeito não só à líder indígena mas, também, a mais uma mulher, vítima da covardia repugnante dos canalhas que emporcalham a política.
O deputado Saullo Ramos, também, se manifestou com indignação contra à infâmia.
“Antes de ser uma figura pública, Vanda é mulher. Quero me juntar a ela para denunciar e processar essa pessoa para que esse covarde seja punido”
