Preço do petróleo volta a ficar abaixo de US$ 100 com rumor de negociação entre EUA e Irã

Economia

Segundo informações das agências Reuters e AP, o Paquistão entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos Estados Unidos.

Os preços do petróleo operam em queda nesta quarta-feira (25), após rumores de um possível cessar-fogo no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que trouxe alívio após dias de forte sobe e desce.

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio — Foto: Reuters

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio — Foto: Reuters

🔎 Por volta das 11h20, o barril tipo Brent operava em queda de 4,12%, a US$ 100,18. Já o West Texas Intermediate (WTI) caía 4,16%, a US$ 88,51.

Segundo as agências Reuters e AP, o Paquistão entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos Estados Unidos. A tentativa de encerrar a guerra no Oriente Médio ocorre apesar de declarações contraditórias entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há avanço nas negociações. Já o governo iraniano nega tratativas diretas e diz que Washington “negocia consigo mesmo”.

O plano enviado teria 15 pontos e inclui medidas como limites ao programa nuclear e de mísseis do Irã, fim do apoio a grupos aliados na região, garantias de navegação no Estreito de Ormuz e possível alívio de sanções.

O Paquistão se colocou como mediador e até como possível sede para negociações, com apoio também da Turquia. Ainda assim, não há confirmação oficial de encontros entre os países, e o conflito segue sem solução definida.

Mesmo com o recuo recente, os preços dos combustíveis ainda refletem o impacto do conflito, que provocou um dos maiores choques energéticos dos últimos anos.

O Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — segue com restrições, mantendo o risco de interrupções no fornecimento.

Com a possibilidade de alívio da tensão, as bolsas europeias avançaram, com o índice STOXX 600 subindo cerca de 1,4%, enquanto os rendimentos dos títulos públicos recuaram, especialmente em países mais dependentes de energia importada, como a Itália.

Mesmo assim, especialistas dizem que ainda é cedo para apostar em uma queda duradoura no preço do petróleo. O CEO da BlackRock, Larry Fink, alertou que o barril pode chegar a US$ 150 se o conflito piorar, o que poderia levar a uma recessão global.

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