Líderes mundiais condenam tentativa de ataque a Trump em Washington; suspeito é desenvolvedor e professor da Califórnia

Política
Foto: Al Drago/Getty Images

Líderes de diversos países condenaram neste domingo a tentativa de ataque durante o jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, que contava com a presença do presidente Donald Trump. O incidente ocorreu na noite de sábado quando um atirador tentou invadir o hotel Hilton fortemente armado. Um agente do Serviço Secreto foi atingido em uma área protegida e não ficou ferido. Trump e a primeira-dama Melania foram retirados às pressas do local.

Na Europa, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “a violência política não tem lugar em uma democracia” e que “um evento que visa homenagear a liberdade de imprensa jamais deveria se transformar em uma cena de terror”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também condenou a violência e conversou com Trump e Melania por telefone.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, expressou estar “chocado” com o tiroteio e demonstrou “imenso alívio” pelo fato de Trump e demais presentes estarem em segurança. O episódio ocorreu menos de 48 horas antes da chegada do rei Charles III a Washington para uma visita de Estado. O monarca também se pronunciou, dizendo estar “aliviado” por todos estarem “seguros e bem”. O Palácio de Buckingham informou que discussões ocorrerão para avaliar se os eventos de sábado afetarão o planejamento operacional da visita.

O presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou o ataque como “inaceitável” e expressou “seu total apoio” a Trump. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, demonstrou “total solidariedade e sincera compaixão” ao presidente americano, afirmando: “Não permitiremos que o fanatismo envenene os espaços para o livre debate e informação”.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, destacou que “tomamos nossas decisões por voto majoritário, não pela força das armas”. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comentou que ele e sua esposa ficaram “chocados com a tentativa de assassinato” contra Trump. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, enviou “os melhores votos de segurança e bem-estar” para o casal presidencial, reafirmando que “a violência não tem lugar em uma democracia”.

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum disse estar aliviada por “o presidente Trump e sua esposa estarem sãos e salvos”, destacando que “em democracias, as lutas são travadas com ideias; não há lugar para qualquer forma de violência”. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também se pronunciou no mesmo sentido.

Poucas horas após os disparos, Donald Trump compartilhou uma foto do suspeito algemado. O homem foi identificado por diversos veículos de imprensa americanos, citando fontes policiais, como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente de Torrance, nos subúrbios a sudoeste de Los Angeles, Califórnia. As autoridades americanas ainda não confirmaram publicamente a identidade.

Um perfil no LinkedIn com o nome “Cole Allen” exibe a foto de um homem que parecia corresponder à imagem compartilhada por Trump. Nesse perfil, Allen se descreve como “engenheiro mecânico e cientista da computação por formação, desenvolvedor de jogos independente por experiência, professor por vocação”. Ele publicou sobre um jogo independente que desenvolveu chamado “Bohrdom”, descrito como um jogo de luta “baseado em habilidade e não violento”. A C2 Education, uma academia preparatória para o vestibular com sede em Torrance, nomeou Allen “Professor do Mês” em uma publicação no Instagram datada de dezembro de 2024.

Investigação e perfil do suspeito

Trump informou que a polícia estava revistando a casa do suspeito, que deve comparecer a um tribunal nesta segunda-feira. Ele será acusado de porte ilegal de arma de fogo e agressão. O homem estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. “Minha impressão é que se tratou de um lobo solitário”, disse Trump, acrescentando que o motivo ainda não estava claro, mas que acreditava que o atirador era “louco”.

De acordo com a NBC News, Allen estudou na Pacific Lutheran High School, nos arredores de Los Angeles, e jogava vôlei. Um ex-colega de equipe o descreveu como “quase um gênio” e “super estável”. “Outras pessoas estudam muito. Ele não precisava estudar. Era algo natural para ele. Era muito, muito inteligente”, disse o ex-colega. Allen também foi descrito como uma “pessoa gentil”. Ele está registrado para votar sem filiação partidária, conforme informou o Los Angeles Times.

Com informações de Metrópoles

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