
Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central subiram a estimativa de inflação para 5,04% em 2026, ou seja, acima do teto da meta.
Em relação ao Produto Interno Bruto, houve elevação para 1,89%. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira.
De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 5,04%. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi elevada em 1,89%.
Segundo o Conselho Monetário Nacional, a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,67% em abril deste ano, com isso, o índice está em 4,39% nos últimos 12 meses. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% – valor que ultrapassou o centro da meta, mas permaneceu abaixo do teto. A inflação de maio deve ser conhecida no próximo dia 12.
Na última reunião do Comitê de Política Monetária, nos dias 28 e 29 de abril, a Selic foi reduzida de 14,75% para 14,5%. A próxima reunião do colegiado está marcada para os dias 16 e 17 de junho.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia e serve de referência para as demais taxas da economia.
O Relatório Focus resume as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à divulgação. O boletim é divulgado, normalmente, às segundas-feiras.
Com informações de Metrópoles
