Desacreditado, Brasil faz boa campanha na VNL e volta ao pódio em uma grande competição após três anos, mas há questões importantes para acertar no caminho para o Campeonato Mundial
Ficou de ótimo tamanho. Assim pode ser resumida a conquista da medalha de bronze da seleção masculina de vôlei na Liga das Nações. Em um campanha de 13 vitórias e apenas duas derrotas, a equipe voltou ao pódio de um grande evento depois de três anos. O foco agora está no Campeonato Mundial, que tem início no mês que vem, e é a principal competição da temporada.
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Há dois meses, às vésperas da Liga das Nações, a seleção estava desacreditada. Vinha de duas temporadas longe do pódio em todas as competições e uma série de atletas com resultados gigantescos admitindo aposentadoria da camisa verde-amarela. O objetivo inicial era começar a montar um time para as próximas temporadas.
O que se viu foi um time se acertando durante a competição. Uma fase classificatória quase perfeita, com apenas uma derrota, colocou a seleção na liderança da tabela. Nas quartas, uma vitória com susto sobre a China. Na semifinal, uma derrota para a Polônia para abrir os olhos sobre os defeitos da seleção. Na disputa de bronze, jogo convincente contra os eslovenos.
O calcanhar de Aquiles do time na fase final da Liga foram os ponteiros. Se Honorato foi o melhor jogador do time na fase classificatória, não manteve o ritmo no mata-mata. Lucas Bergmann, muito constante durante a competição, também esteve abaixo nos jogos decisivos. Lucarelli entrou, mas não supriu os problemas. Arthur Bento, jovem talento, teve atuações consistentes.
Sem uma força de ataque dos ponteiros, fica mais fácil marcar o ataque do Brasil. Mesmo com ótima atuação de Darlan, o bloqueio e a defesa da Polônia conseguiram controlar as viradas de bola da seleção. Cachopa esteve muito bem, inclusive na fase final, e pode ser considerado o melhor levantador da competição.
Outra questão na derrota contra a Polônia foi o passe. Com os saques devastadores dos europeus, a linha de passe do Brasil não conseguiu colocar a bola na mão de Cachopa. Durante toda a Liga, o “passe estava na mão”.
O Campeonato Mundial será de 12 a 28 de setembro, e a Polônia aparece como favorita ao título. Brasil, Itália e a França, que não fez uma boa Liga, são as principais seleções desafiantes. Eslovênia, Japão e Estados Unidos correm por fora.
