Governo vê tarifa de 10% dos EUA como positiva diante de cenário anterior prejudicial ao Brasil

Economia

País era o maior prejudicado pelas tarifas adicionais de 40%, segundo integrantes do governo; novas taxas vão vigorar por 150 dias

Governo Trump estabeleceu uma série de exceções por considerar necessidades da economia americana
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

BRASÍLIA – Em uma avaliação preliminar, o governo brasileiro recebeu como positiva a tarifa média de 10% aplicada sobre as importações pelos Estados Unidos. Pessoas a par do assunto ouvidas pelo Estadão/Broadcast viam o Brasil como o maior prejudicado pelas tarifas adicionais de 40%.

Mais cedo, nesta terça-feira, 24, a Casa Branca confirmou a imposição de uma tarifa global de 10% sobre as importações, válida de forma temporária. A medida foi adotada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 e, segundo o governo americano, busca enfrentar “problemas fundamentais no balanço de pagamentos” do país, após revés da gestão republicana na Suprema Corte na semana passada.

No fim de semana, o presidente americano, Donald Trump, havia indicado que a tarifa poderia chegar a 15%. A Casa Branca, porém, confirmou a publicação da sobretaxa em 10%. Pela Seção 122, o presidente está autorizado a impor tarifa temporária de até 15% por um período máximo de 150 dias — salvo extensão pelo Congresso.

O decreto prevê que a medida vigorará até 24 de julho de 2026, salvo suspensão, modificação ou extensão pelo Congresso. Na segunda-feira, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que seu partido não autorizaria a continuidade das tarifas após esse prazo.

O governo Trump estabeleceu uma série de exceções por considerar necessidades da economia americana. Entre os produtos agrícolas isentos estão carne bovina, tomates, itens à base de açaí, laranjas e suco de laranja. Também estão excluídos determinados minerais críticos, energia e derivados, fertilizantes sem oferta doméstica suficiente, produtos farmacêuticos, alguns eletrônicos e itens aeroespaciais, como aeronaves e determinadas peças. Essa lista de exceções também foi bem recebida pelo governo brasileiro.

Ainda é aguardado para esta terça-feira um posicionamento oficial do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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