A segunda-feira (1º) foi um dia de intensas negociações de interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para acertar uma conversa entre os dois e colocar um fim na guerra do chefe do Executivo com o comandante do Congresso.
No fim do dia, um desses interlocutores revelou que “a conversa está sendo construída”. O presidente Lula já teria concordado em buscar um entendimento com Alcolumbre, algo a que ele resistia até o fim de semana.
A avaliação da equipe de Lula é que o clima de tensão alcançou seu ponto máximo no domingo (29), depois de Alcolumbre reagir às informações de que ele estaria negociando a presidência do Banco do Brasil em troca da aprovação do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para substituir Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), e o ministro Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) entraram em campo para acalmar os ânimos, negando a amigos de Alcolumbre que o governo estivesse divulgando esse tipo de informação.
“A conversa está sendo construída. Avançamos bastante, acreditamos que a conversa entre os dois acontecerá nos próximos dias. Mesmo porque tem de acontecer ainda nesta semana, porque a sabatina do Messias está agendada para a semana que vem [10 de dezembro]”, disse um dos interlocutores do presidente Lula ao blog.
Enquanto isso, Jorge Messias segue buscando se reunir com todos os senadores antes de sua sabatina. Ele tem tido o apoio de senadores evangélicos. Messias frequenta uma igreja evangélica.
Publicamente, porém, poucos senadores estão assumindo que irão votar pela aprovação do nome do advogado-geral da União. Aliados de Messias contam com o voto secreto para ganhar apoio até de senadores da oposição, principalmente os evangélicos.
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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado Davi Alcolumbre — Foto: MATEUS BONOMI/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
