Justiça Eleitoral mantém punição contra prefeito de Envira por uso de deepfake nas eleições de 2024

Política

Prefeito de Envira, Ivon Rates, foi responsabilizado por divulgar conteúdo manipulado com inteligência artificial contra adversário político; decisão é o primeiro caso de deepfake eleitoral julgado no Amazonas

Prefeito de Envira, Ivon Rates, teve condenação mantida pelo TRE-AM por uso de inteligência artificial para disseminar deepfake contra adversário nas eleições de 2024

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) manteve a punição contra o prefeito de Envira, Ivon Rates, por uso de vídeos manipulados com inteligência artificial durante a campanha eleitoral de 2024. A decisão, considerada a primeira relacionada a deepfake em contexto eleitoral no estado, foi tomada em sessão plenária realizada na última quinta-feira (31).

O julgamento do recurso interposto por Rates foi conduzido pelo juiz relator Fabrício Frota Marques e teve votação unânime. A Corte confirmou que houve prática de propaganda eleitoral irregular contra o adversário político Ruan Mattos (União Brasil), então pré-candidato à prefeitura do município, localizado a mais de 1.200 quilômetros de Manaus.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Diretório Municipal do União Brasil, o material veiculado nas redes sociais utilizava ferramentas de inteligência artificial para criar montagens com conteúdo pejorativo e distorcido, com o objetivo de influenciar o eleitorado.

Na ementa, o relator destacou: “Uso de conteúdo manipulado digitalmente, expressões pejorativas dirigidas a pré-candidato adversário, multa e recurso desprovido”.

Durante o julgamento, os magistrados ressaltaram a gravidade do uso de tecnologias emergentes de forma abusiva no processo eleitoral e defenderam a atuação firme da Justiça Eleitoral para coibir práticas que comprometam a lisura do pleito e a integridade da informação.

Com a decisão, o TRE-AM estabelece um marco na jurisprudência do Amazonas sobre o uso indevido de inteligência artificial em campanhas políticas, reforçando a vigilância sobre desinformação e novas formas de manipulação digital no processo democrático.

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