Seul — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a “tentativa de usar o comércio como arma” em meio ao anúncio de novas tarifas globais de 15% aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Sem citar nominalmente o chefe da Casa Branca, o petista afirmou que chegar a acordos por meio do diálogo e da negociação é a “melhor resposta” a esse cenário.
“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, disse o presidente.
A declaração ocorreu durante participação em um fórum empresarial na Coreia do Sul, nesta segunda-feira (23/2).
Na última semana, Trump anunciou tarifas globais de 10% após a Suprema Corte dos EUA derrubar tarifaço aplicado anteriormente. Nesse sábado (21/2), o republicano subiu o percentual da tarifa para 15%.
Ainda durante discurso na Coreia do Sul, o presidente brasileiro defendeu a diversificação de parceiros comerciais como forma de driblar o protecionismo.
“A resiliência de um país, especialmente em tempos de turbulência global e de retorno do protecionismo, depende da diversificação da sua base econômica e das suas relações comerciais. Vemos, na República da Coreia, um parceiro estratégico para atingir esses dois objetivos”, reforçou o petista.
Nesse sentido, em reunião nesta segunda, Lula e o presidente Lee Jae-myung concordaram em destravar as negociações de um acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul. As tratativas estão paradas desde 2021. Com Metrópoles.