
A Dinamarca e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) negaram nesta quinta-feira (22/1) que tenham oferecido qualquer parte da soberania da Groenlândia ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As declarações surgem após especulações e relatos da imprensa norte-americana sobre um suposto acordo.
Segundo o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, o acordo discutido com Trump em Davos, na Suíça, prevê apenas que membros do bloco poderão intervir no Ártico, região onde a Groenlândia está localizada, em caso de ameaças à segurança.
Na quarta-feira (21/1), Trump cancelou as tarifas que havia ameaçado aplicar a países da Europa após sua reunião com Rutte. O jornal New York Times, contudo, havia noticiado que o acordo entre os líderes envolveria o controle dos EUA sobre pequenas porções de terra na Groenlândia, informação agora veementemente rechaçada.
Entenda a Disputa pela Groenlândia
- Status Autônomo: A Groenlândia é um território autônomo, mas faz parte do reino da
- Dinamarca. A política externa e a defesa do território são responsabilidade dinamarquesa.
- Posição Estratégica: A região é considerada de grande importância estratégica pelos EUA devido à sua localização no Ártico.
- Bases Militares: Há bases militares norte-americanas na região, e Trump alega que o território é “essencial para a defesa dos Estados Unidos”.
- Membro da Otan: Como parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é membro da Otan, assim como os Estados Unidos.
Negação de Negociação sobre Soberania
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, foi categórica ao afirmar que “não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania”. A porta-voz da organização, Allison Hart, corroborou a declaração, negando que Rutte tenha proposto qualquer compromisso em relação à soberania do território durante a reunião com Trump.
Após o encontro, Trump havia indicado que uma estrutura para um futuro acordo que atendesse aos interesses dos EUA e de todos os países membros da Otan havia sido estabelecida, sem detalhar o teor. Contudo, após a declaração da porta-voz da Otan, Rutte especificou que a conversa com Trump focou em como a aliança militar pode garantir a segurança do Ártico.
“Discutimos como garantir que russos e chineses não tenham acesso militar ou à economia da Groenlândia”, afirmou Rutte, esclarecendo o foco da discussão para a prevenção de influência externa na região.
