Com contrato até o final de 2026, atacante disse que problemas extracampo envolvendo à implantação da SAF, em julho, quase o fazem decidir deixar o clube: “Ali eu pensei muito em sair”
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Principal contratação tricolor para a temporada, o jogador lembrou do período em que houve uma dúvida quanto à compra das ações motivada, em julho, por uma indefinição quanto à cessão em definitivo do Arruda para os investidores da SAF. Situação que foi solucionada no início de agosto.
Na ocasião, Galhardo chegou a pedir, sem citar nomes, para que os críticos ao modelo da SAF “saíssem do Santa Cruz” .
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“Na verdade, não é só um projeto. Durante o percurso teve um problema. Tanto que no jogo do América-RN, lá do segundo turno (da primeira fase), eu venho e exponho isso, e ali eu pensei muito em sair”, revelou o camisa nove coral.
Com contrato com o Santa Cruz até o final do próximo ano, Galhardo disse que só não tomou a decisão de deixar o clube por conta dos companheiros de equipe. E da torcida.
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– Eu só não saí porque eu tenho certeza que, para o grupo, eu tenho que ter a representatividade de um líder, e se eu saísse naquele momento eu ia fraquejar com eles, e eu não poderia errar com eles”
– Mas ali tem uma resposta muito dura para a SAF, para a diretoria. Bastou pessoas saírem para as coisas andarem. Pessoas que estavam há tanto tempo, que falaram mal, só de sair as coisas caminharam. E eu fico feliz porque foi o que eu disse, quem estiver atrasando a vida da Santa Cruz saia para a coisas andarem – completou Galhardo.
– O que me fez vir pra cá não foi a questão financeira, não foi jogar uma Série D depois de estar 11 anos jogando na Série A, jogando na Espanha, no Japão, chegar à seleção brasileira, brigar por título brasileiro e sul-americano. O que me fez vir pra cá foi ver a favela descer, foi ver eles gritarem meu nome. Tudo isso não é só pela minha família, pelo clube, mas sim pelos torcedores que são apaixonados e mostram o carinho todo dia na rua pra gente – encerrou.
