Número 1 do mundo, estrela bielorussa evita comentar fato de seu país ser aliado da Rússia na Guerra da Ucrânia, mas escancara desejo por solução do conflito
Após assegurar vaga na terceira rodada do Australian Open, a bielorrussa número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, teve de responder, nesta quarta-feira sobre uma polêmica envolvendo a Guerra da Ucrânia.
Em entrevista coletiva, a estrela disse que espera que haja paz, vislumbrando o fim do confronto entre Rússia e Ucrânia, que já matou cerca de 160 mil pessoas desde fevereiro de 2022. Belarus é um forte aliado da Rússia, oferecendo ajuda militar e territorial.
Há dez dias, depois de conquistar o WTA 500 de Brisbane, Aryna foi ignorada pela ucraniana Marta Kostyuk (20ª do ranking), no momento do tradicional cumprimento na rede após a final.
– Quero a paz. Se pudesse mudar alguma coisa, eu mudaria. Mas estou aqui por causa do tênis, este é um torneio de tênis, não quero falar de política – comentou Sabalenka.
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Sabalenka em ação pela segunda rodada do Australian Open — Foto: Reuters
A pauta da Guerra da Ucrânia está em alta neste Australian Open. Número 92 do mundo, a ucraniana Oleksandra Oliynykova foi eliminada na primeira rodada, na última terça-feira, pela americana Madison Keys (9ª), mas deu o seu recado. E, na coletiva pós-jogo, ela vestiu uma camiseta branca com uma estampa contendo a frase “Preciso da sua ajuda para proteger as crianças e mulheres ucranianas. Mas não posso falar sobre isso aqui”.
De acordo com a tenista de 25 anos, o pai dela está no front da guerra. Ele costumava comparecer aos jogos da filha.
– Ele é um soldado. Tenho muito orgulho dele. Ele costumava vir comigo às competições, e agora estou sozinha. Sei que o sonho dele era me ver nesta quadra, e ele acabou de me escrever dizendo que consegui realizá-lo – disse Oliynykova.
Depois do triunfo sobre a chinesa Zhuoxuan Bai por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, Aryna terá pela frente a austríaca Anastasia Potapova (55ª) em busca de uma vaga nas oitavas de final.
