Suspeitos de atirar em capitão da PM antes de comício de Roberto Cidade são presos em Manaus

Cidades

Governador destacou rapidez das forças de segurança após prisão da dupla; capitão Israel Queiroz foi baleado durante preparação do evento no Novo Israel e não corre risco de morte

Dois homens, identificados como Guilherme Herculano Andrade e Eduardo Souza da Costa, suspeitos de envolvimento no ataque a tiros que deixou ferido o capitão da Polícia Militar Israel Queiroz foram presos poucas horas após o crime, na noite desta quinta-feira (3), no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus. O policial trabalhava nos preparativos para um comício do governador Roberto Cidade (União Brasil) quando foi atingido.

Após a prisão, Cidade usou as redes sociais para anunciar a captura dos dois homens e destacar a rapidez da atuação das forças de segurança do Amazonas.

“Venho aqui comunicar a todos vocês que ainda há pouco a Polícia Militar, as forças de segurança do estado, prenderam os dois bandidos que atiraram contra o policial militar que estava trabalhando. É assim que a nossa polícia age: rápida e eficiente. É assim que a gente trabalha, é assim que a gente combate o crime organizado”, afirmou o governador.

Cidade também parabenizou a Polícia Militar pela resposta dada após o ataque.

“Quero aqui também parabenizar toda a Polícia Militar pelo trabalho rápido”, acrescentou

Ataque ocorreu antes da chegada do governador

O ataque aconteceu durante os preparativos para o comício que reuniria Roberto Cidade e candidatos de sua federação no Novo Israel. Segundo as informações iniciais, dois homens passaram em uma motocicleta e efetuaram disparos contra o capitão Israel Queiroz.

O governador ainda não havia chegado ao local quando ocorreram os tiros. Apesar do episódio, o evento político foi mantido.

O capitão foi socorrido e, conforme as informações divulgadas após o ataque, não corre risco de morte.

O ex-governador e candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) também se manifestou nas redes sociais e classificou o episódio como um ataque à campanha e à democracia.

“Ainda pouco a nossa campanha sofreu um atentado a tiro. Um oficial da Polícia Militar que estava fazendo um trabalho preparatório para um comício que receberia candidatos da nossa federação foi atingido com um tiro por dois criminosos que estavam numa motocicleta lá no bairro Novo Israel”, declarou.

Wilson chamou a ação de “covardia” contra o policial e de “um atentado à nossa democracia”.

Cerco termina com dois homens presos

Após o ataque, equipes da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), em operação conjunta com a Casa Militar e o Departamento Integrado de Operações Aéreas do Amazonas (DIOA), iniciaram diligências para localizar os suspeitos.

Informações recebidas pelo WhatsApp Denúncia Rocam apontaram características e a possível localização dos homens. As equipes seguiram para a Rua Jacó, ainda no Novo Israel, e montaram um cerco.

Durante buscas em residências indicadas na denúncia, os policiais localizaram dois homens, de 21 e 31 anos.

Na operação, foram apreendidas três armas de fogo calibre 9 mm, munições de diversos calibres, material entorpecente e acessórios de armamento.

A dupla recebeu voz de prisão e foi conduzida, juntamente com o material apreendido, ao 19º Distrito Integrado de Polícia (19º DIP).

A Polícia Civil deverá investigar a participação dos dois presos no ataque contra o capitão Israel Queiroz, além das circunstâncias e da motivação do crime.

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