
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembolsou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares até o início de julho, o maior volume já registrado em um ano com eleições federais. Os dados são do painel Siga Brasil, do Senado Federal, que reúne informações sobre a execução das emendas apresentadas por deputados e senadores.
O montante supera, inclusive, o total pago durante todo o ano de 2022, quando os repasses somaram R$ 28,04 bilhões. Os números incluem tanto as emendas executadas em 2026 quanto valores referentes a restos a pagar de exercícios anteriores.
Na comparação com outros anos eleitorais, o avanço é significativo. Considerando apenas os primeiros seis meses do ano, os pagamentos de 2026 são cerca de 65% superiores aos registrados no mesmo período de 2022 e mais de quatro vezes maiores do que os realizados em 2018. Mesmo com a correção pela inflação medida pelo IPCA, o volume de recursos liberados neste ano permanece como o maior da série.
Veja o total do quanto foi pago por emendas parlamentares em cada ano:
- 2026 (até julho) – R$ 33,89 bilhões;
- 2025 (ano completo) – R$ 44,97 bilhões;
- 2024 (ano completo) – R$ 40,02 bilhões;
- 2023 (ano completo) – R$ 34,42 bilhões;
- 2022 (ano completo) – R$ 28,04 bilhões;
- 2021 (ano completo) – R$ 25,10 bilhões;
- 2020 (ano completo) – R$ 21,54 bilhões;
- 2019 (ano completo) – R$ 9,98 bilhões;
- 2018 (ano completo) – R$ 9,84 bilhões;
- 2017 (ano completo) – R$ 4,96 bilhões;
- 2016 (ano completo) – R$ 3,65 bilhões;
- 2015 (ano completo) – R$ 44,90 milhões.
Dos R$ 33,89 bilhões pagos até 5 de julho, aproximadamente R$ 25,31 bilhões correspondem a emendas do orçamento de 2026, enquanto R$ 8,58 bilhões são referentes a despesas de anos anteriores. Ao longo do primeiro semestre, o governo executou mais de 23 mil emendas parlamentares.
A maior parte dos recursos foi destinada à área da saúde. Os programas de Atenção Básica receberam R$ 10,93 bilhões, enquanto a Assistência Hospitalar e Ambulatorial somou R$ 10,73 bilhões. Também aparecem entre os principais destinos das verbas as chamadas Outras Transferências, além de áreas como assistência comunitária, promoção da produção agropecuária, serviços socioassistenciais, esporte comunitário e infraestrutura urbana.
Entre os órgãos federais, o Ministério da Saúde concentrou a maior parcela dos recursos, com R$ 21,79 bilhões em emendas pagas. Na sequência aparecem as transferências para estados, Distrito Federal e municípios, além do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que também figuram entre os principais beneficiados pelos repasses.
