
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, anunciaram o início das negociações para um acordo de livre comércio entre os dois países. O anúncio foi feito nesta terça-feira (7), durante um encontro realizado paralelamente à cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Ancara.
De acordo com um comunicado conjunto, equipes técnicas dos dois governos darão início, nos próximos meses, aos estudos para definir os termos do tratado e estabelecer a primeira rodada oficial de negociações.
As tratativas dão continuidade às conversas iniciadas em junho pelos ministros do Comércio de Canadá e Turquia e ocorrem em um momento de incertezas em torno do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA).
Segundo os dois governos, o futuro tratado busca ampliar a cooperação econômica, fortalecer as cadeias de suprimentos, estimular o crescimento dos investimentos, aumentar a competitividade das empresas e gerar novas oportunidades de emprego nos dois países.
Durante o encontro, os líderes também discutiram temas ligados à segurança internacional. Carney e Erdoğan defenderam o fortalecimento da capacidade industrial de defesa da OTAN, o reforço das ações de dissuasão da aliança militar e a continuidade do apoio à Ucrânia no conflito com a Rússia.
Outro assunto abordado foi o Banco de Defesa, Segurança e Resiliência (DSRB), iniciativa voltada ao fortalecimento da indústria de defesa entre os países aliados. Canadá e Turquia demonstraram interesse em ampliar a cooperação em setores considerados estratégicos, como defesa, minerais críticos, energia, tecnologias avançadas e indústria aeroespacial.
Segundo o governo canadense, o comércio bilateral entre os dois países movimentou cerca de US$ 4,3 bilhões em 2025. A expectativa é que um acordo de livre comércio amplie o fluxo de negócios e crie novas oportunidades para empresas, investidores e trabalhadores de ambos os lados.
Ao fim da reunião, Mark Carney também destacou o papel desempenhado pela Turquia nas iniciativas diplomáticas relacionadas à guerra na Ucrânia, incluindo a mediação de diálogos, ações humanitárias e negociações para troca de prisioneiros.
