Moraes é notificado judicialmente por Rumble e pela Trump Media

Nacional

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), terá 21 dias para responder à petição inicial das plataformas

Gustavo Moreno/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder à ação movida pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media & Technology Group, grupo de comunicação do presidente dos Estados Unidos.

O advogado Martin de Luca, que representa as companhias, confirmou a intimação judicial por meio das redes sociais, na noite desse domingo (24/5).

“Hoje, de acordo com uma ordem do Tribunal Federal dos EUA, Rumble e Trump Media notificaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes por e-mail”, escreveu Martin de Luca.

De acordo com o documento, Moraes terá 21 dias para responder à petição inicial. Caso não apresente defesa, o processo será movido à revelia, ou seja, sem a participação do magistrado.

Na semana passada, a Justiça Federal da Flórida havia autorizado que o Rumble e a Trump Media notificassem Moraes por e-mail.

As empresas buscam a citação formal do ministro por meio da Convenção de Haia, acordo internacional que regula a cooperação jurídica entre países.

Acusação de censura

O Rumble apresentou à Justiça dos Estados Unidos uma ação contra Alexandre de Moraes em fevereiro do ano passado.

O processo foi aberto em conjunto com o grupo de comunicação Trump Media, do presidente dos EUA, Donald Trump, e acusa o magistrado de promover censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, como o influenciador bolsonarista Allan dos Santos.

O processo pedia também que as ordens do ministro do STF para derrubada de contas de usuários não tenham efeito legal no país norte-americano.

Popular entre os conservadores nos Estados Unidos, o Rumble é uma plataforma de vídeos similar ao YouTube. Em fevereiro de 2025, Moraes mandou suspender a rede em todo o Brasil por violação das decisões judiciais brasileiras.

Segundo ele, bolsonaristas usam a plataforma para disseminar notícias falsas e ataques contra as instituições democráticas brasileiras. Na ocasião, ele também lembrou que todas as empresas que operam no Brasil estão sujeitas à legislação local.

Com informações do Metrópoles.

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